Bancos x Varejo: uma guerra por território ou uma convergência estratégica?
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Bancos x Varejo: uma guerra por território ou uma convergência estratégica?

PUBLICADO EM:
27 maio, 2024

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Artigos

Desde 2019, os cinco principais bancos brasileiros perderam R$ 5 bilhões em receitas provenientes da cobrança de tarifas.

Essa queda pode ser explicada, principalmente, pelo desenvolvimento do pix e pela competição com as fintechs que, oferecendo diversas vantagens, começaram a capturar uma ampla base clientes vindos do varejo bancário tradicional.

Mas foi-se o tempo em que a competitividade no setor financeiro se limitava a uma disputa entre bancos e fintechs. Agora, a competição envolve qualquer outro segmento que tenha uma base expressiva de clientes para a qual se possa oferecer produtos financeiros de forma otimizada.

Quem sai na frente na disputa pelo tempo do cliente?

Redes varejistas, operadoras de telefonia e até aplicativos de entrega entenderam a importância do consumidor permanecer mais tempo nos respectivos aplicativos. Contas digitais, sistemas de pagamento e facilidade de crédito são algumas das soluções que começaram a ser oferecidas por gigantes desses setores.

Tudo isso para garantir que o consumidor economize tempo e encontre o que precisa no próprio aplicativo. Dessa forma, as empresas varejistas conseguem mais dados sobre hábitos de compras dos seus clientes na sua própria base de informações e podem oferecer produtos de forma mais assertiva e ainda economizar nos custos com publicidade.

O compartilhamento de dados e informações bancárias, permitida com a chegada do open banking, faz com que essas empresas conheçam ainda a relação que os seus clientes têm com outras instituições e organizações.

Isso permite também que seus aplicativos fiquem mais robustos e, se não fosse por um movimento estratégico também entre os bancos, num futuro próximo, as empresas varejistas poderiam se tornar as grandes concorrentes do varejo bancário em serviços de pagamento e crédito.

Então o que os bancos estão fazendo para não ficarem para trás nesse movimento tão disruptivo? 

Será que o varejo se torna banco e banco se torna varejo?

Para não perder território, o varejo bancário também foi se atualizando. Algumas fintechs começaram a oferecer em seus ecossistemas serviços voltados para compras. 

Por meio de links para empresas parceiras varejistas, criou-se um novo formato de compra que acompanha a jornada do usuário do início ao fim e gera cashback e descontos exclusivos para o cliente nessas empresas.

Como reflexo da ampliação desse serviço, hoje já é possível encontrar uma instituição financeira com plataforma própria de parcerias que oferece a seus clientes mais benefícios nas compras online.

Com a experiência completa de compras direto no aplicativo da fintech, as vantagens estão garantidas com mais segurança e facilidade para os clientes. Para o varejo bancário em geral, isso significa mais possibilidades de criar seus próprios marketplaces.

Os bancos se beneficiam ainda da base atualizada e ativa de clientes e a presença já frequente de seus aplicativos nos celulares dos brasileiros. E essa aproximação do varejo com os meios de pagamento intensifica a relação entre as empresas varejistas e o varejo bancário.

Convergência de interesse: recorrência de compra e fidelização

A verdade é que assim como as varejistas querem maior recorrência de compra dos consumidores, o varejo bancário busca maior fidelidade de seus clientes que têm a um clique de distância, cada vez mais opções de bancos – tradicionais ou digitais – para escolher.

Cada vez mais a variedade e a qualidade do que é oferecido pelas empresas – varejistas ou bancos – tem pesado na decisão dos consumidores ao fazer suas escolhas. E daí pode surgir uma relação considerada ganha-ganha.

De um lado, as varejistas oferecem mais diversidade de ofertas e produtos, aumentando as chances de venda e recorrência. Do outro, o varejo bancário pode conquistar a fidelização oferecendo condições especiais de pagamento dentro do seu ecossistema considerado seguro pelo consumidor.

Conclusão

O fato é que, com a concorrência entre as empresas (sejam varejistas ou varejo bancário), as compras in-app têm potencial para se tornarem mais vantajosas para os clientes que cada vez mais compram online. 

Cabe às empresas e aos bancos atuarem de forma estratégica para colher os frutos de uma parceria que pode ser benéfica para todos os lados.

Para se aprofundar nesse tema de convergência de interesses e saber como a Vertem transforma o mundo dos negócios, aproximando empresas de seus parceiros e consumidores, entre em contato.

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